Ontem foi um grande dia para António Guterres, ex-primeiro-ministro de Portugal, agora aclamado como futuro secretário-geral da ONU. O nome andou nas bocas do mundo e, num zapping pelos canais noticiosos internacionais, percebi que toda a gente conseguia pronunciar Guterres com bastante eficácia. Aproveitando o momento, recordo o post que escrevi no dia 20 de Maio de 2013, a propósito de Guterre:
O apelido Guterres é um patronímico de Guterre, um nome próprio praticamente desconhecido nos dias que correm mas que, segundo José Pedro Machado, no seu Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa, era "nome outrora com muito uso", sendo fácil de encontrar na Península Ibérica, naquele período em que também se usava Mendo, Ximena, Sancho e Iria. É possível que Guterre esteja relacionado com Guntero que, por sua vez, deriva de Gunther, situando-se assim o seu significado em torno de "guerreiro". Certo, certo, é que Guterre deu origem ao apelido Guterres e ao correspondente espanhol Gutiérrez. Não sei se se lembrarão mas, há uns anos, jogava no Real Madrid um jogador com este apelido e que era conhecido como Guti. Fofo!
Guterre seria - até para mim - uma escolha muitíssimo surpreendente para um bebé nascido em 2013 - e atualizando o post, em 2016 também! Neste caso, nem me atrevo a sugeri-lo como segundo nome porque provavelmente seria encarado como apelido. Não acho que seja um mau nome e o contexto mostra-me que não anda nada longe de algumas escolhas consideradas contemporâneas, mas realisticamente, parece-me pouco usável.